CALPÚRNIA TATE – A GAROTA MAIS INTELIGENTE QUE JÁ VIVI

Não há outra palavra para descrever este livro como encantador. Calpúrnia, a única filha da casa entre seis irmãos, esbanja inteligência, astucia e uma ingenuidade boa de criança com seus onze-quase-doze-anos.

Por ser a única garota, a família (principalmente a mãe) espera que ela tenha habilidade em ser uma boa cozinheira, bordadeira, que cuide bem dos bebês e toque piano perfeitamente bem. Isso é normal dado à época em que o livro se passa, meados de 1899. No entanto, para Calpúrnia o peso de “ser uma mulher de verdade” é muito grande, pois...

Ela não sabe bordar – e nem quer aprender.

Não quer casa, marido e crianças.

Calpúrnia não quer debutar.

Calpúrnia não quer usar vestidos lindos e cintilantes,

Nem ir a festas.

Calpúrnia deseja simplesmente estudar a natureza, colecionar borboletas, ver a torre Eiffel, talvez até ir a Universidade. Ser uma cientista.

Ou pegar seu próprio bolo.

“Ninguém me perguntou se eu queria alguma coisa. Eu, porém, era perfeitamente capaz de pegar meu próprio bolo. Com certeza era, sendo uma menina forte e saudável como sou.”

Uma feminista que não se denomina – e nem sabe que um dia isso iria existir rs
A narrativa do livro é composta por uma gama de detalhes e descrições das coisas simples. Conforme você lê, vai absorvendo a essência dos personagens, do cenário, das crianças. A cada jantar eu sentia o aroma dos banquetes bem elaborados, da sobremesa, o barulho das conversas e interrupções de uma mesa cheia, o tintilar dos copos de leite; a cada passeio pela floresta em torno do rio, eu conseguia enxergar os insetos, as plantas e até mesmo as gotículas de chuva que respigavam nas folhas que eles observaram.

Eles? Calpúrnia e seu avô.

Um senhorzinho rabugento que vive trancado em seu laboratório ou na biblioteca, que entende e apoia Calpúrnia, ensina e aprende com ela: muito humano, muito sábio. Quem deu a ela seu primeiro exemplar, “A Origem das espécies” de Darwin, e que assim é citado um trecho no inicio de cada capitulo.

Com eles eu vivi a grandeza de uma vida simples, sabe aquela coisa de nos encantar com detalhes? O avô e sua neta são felizes com pouco e isso é grandioso. E Callie, nem tenho o que falar dela... Uma criança com a alma leve, feliz, curiosa, bondosa, que ama e protege sua família, e é muito muito inteligente. 

Eu não tinha lido nenhuma edição da Única e adorei essa. O espaçamento e a cor das páginas fez a leitura fluir muito mais rápido que eu imaginava. Outra coisa que muito gostei foi o fato de ele ser leve mesmo sendo grosso, perfeito para levar para qualquer lugar.. Ahh, e a capa, a capa foi uma das mais lindas que já vi!  

E vocês, o que tem lido? 

Só para aproveitar, quem tiver Skoob, me adicione! Ele tem sido minha rede social favorita no momento. Vamos compartilhar nossas leituras. ♥ 

Um beijo!
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7 comentários

  1. Você e suas resenhas que sempre aumentam minha listinha de "quero ler" no Skoob hahaha amei ❤

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    1. Essa é exatamente a intenção, Nathyzinha! ♥

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  2. A capa já é encantadora por si só, mas sua resenha só me deixou com mais vontade ler esse livro *-*
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

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  3. Nossa, fiquei morrendo de vontade de ler esse livro. Ainda não conhecia, mas já me interessei pela história.
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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