MEU CAMINHO ATÉ À ARQUITETURA

Sempre fui indecisa quando o assunto se tratava de ''o que ser quando crescer''. Já pensei em fazer graduação de Jornalismo, Biologia, Engenharia e até cheguei cursar duas semanas de Psicologia, mas por algumas dificuldades ao decorrer dessas semanas não consegui continuar e parei, mas no fundo, me sentia extremamente aliviada por não ter dado certo. Meus pais eram (e são) bastante rígidos com o assunto, mas nunca deram uma clara opinião, me deixando sempre caminhar avulsa e tomar todas as decisões sozinha (que quase sempre não são as melhores). Reclamei muito e até hoje reclamo, mas talvez tenha sido a maneira mais eficaz de aprender, recolher os cacos, levantar e seguir. Mesmo depois dos erros.

O que sempre alimentou meu mundo fantástico de indecisões, por uma gama de motivos, era a vontade de fazer o bem e deixar pessoas felizes através de minhas ações – e profissão. Carregada sempre de diferentes sonhos e com o intuito de pensar fora da caixinha eu caminhei. Talvez salvar vidas, animais, acabar com a fome, ter uma casa de abrigo... Alguma coisa que me desse orgulho quando estivesse velhinha.

Psicologia parecia ser perfeita. Já que desejo mudar o mundo, porque não começar pelas pessoas? Mas aí você vai amadurecendo e aprendendo que nada será perfeito e que nem todos querem ajuda. Tarefa um pouco mais difícil do que o imaginado.
Depois de caminhos mal andados e três anos após terminar o ensino médio, decidi de uma vez por todas que seria Arquiteta Urbanista e projetar para pessoas. Não necessariamente em uma área determinada (porque ainda nem escolhi), mas que iria me dedicar, aprender muito e falar com orgulho que amo o que faço; e sinto isso cada vez que aprendo um pouco mais aqui e acolá. E ainda tenho muito o que aprender..

Em ‘’A essência da Arquitetura’’, de Jorge Marão, eu consigo encontrar o que sinto e não conseguia traduzir em palavras; uma concepção diferente pelo curso e consequentemente pela profissão e suas responsabilidades. Principalmente referente à casa, que faz parte da vida de todos e está tão presente nos projetos de um Arquiteto. A casa de seu cliente, mas que também poderia ser sua. Aquela casa que não é só uma casa, e sim uma segunda pele, um lar de refúgio. Aquele lugar que você não vê a hora de chegar depois de um dia cansativo, aquele canto que você passa horas decorando do seu jeito, limpando para ficar mais agradável, recebendo os amigos com uma bela refeição e onde saem as melhores ideias.

''A casa segue sendo o lugar central da existência humana, o sítio onde a criança aprende a compreender sua existência no mundo e o lugar de onde o homem parte e regressa, revelando, de diversas maneiras, as formas de viver da pessoa ou grupo familiar que embaixo de um teto instalou sua moradia permanente. Nossas vidas estão inevitavelmente ligadas a casa. O fervor mais antigo de nossas primeiras vivendas, as imagens recônditas da infância tem eco em seus muros, às vezes com tênue resplendor de uma irrecuperável felicidade, outras com a nostalgia do que já não existe ou frio desapego por ingratas evocações, já que ela é o cenário do drama cotidiano da vida.''

Dar muito de você para que essa casa seja um abrigo que faça seu cliente bem e que os laços deles sejam verdadeiros. Construindo-se um lar dentro de uma casa. 

Eu sei que isso nem se compara a mudar o mundo, mas segue a linhagem de fazer para pessoas aquilo que você melhor sabe. Um trabalho feito com amor, pois quando projeto uma casa, penso no lar.


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6 comentários

  1. Até me emocionei com essa postagem.. rs
    É tão bom percebermos que nos encontramos... Eu senti isso quando estava no técnico e foi fantástico.
    Cursando engenharia, eu percebi que vai ser MUITO MAIS dificil do que eu imaginava, encontro dificuldade por todos os cantos. É um tanto desesperador, mas eu sei que ainda estão por vir dias melhores, e eu ainda vou me orgulhar muitissímo da escolha que fiz...

    Força pra gente e muito amor pela profissão. <3

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    1. Todo seu esforço valerá a pena, amiga, ainda mais se você gosta tanto do que faz. E no fim, você terá até saudade de todas as dificuldades que está encontrando pelo caminho rs.

      Força para nós! <3
      Beijo

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  2. Que lindo o seu post <3
    Me formei em arquitetura um ano atrás e apesar de alguns perrengues desenvolvidos (haha) e conflitos internos sobre o meu futuro, é uma área que tem muito o meu amor (e se fosse pra voltar no tempo e começar novamente, escolheria arquitetura outra vez). Um dos professores me falou um dia que nós (arquitetos) temos o dom de criar algo que não existe, e isso é uma coisa incrível. E é verdade, né? É incrível ver um projeto nascendo, e mais ainda, vê-lo construído e finalizado depois de algum tempo. :)

    Beijos,

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    1. Que legal que já é formada, Ka! *-* Anseio por essa fase rs.
      Acredito que os perrengues fazem parte de todas as jornadas que a gente escolhe, né? E a sensação deve ser deveras recompensadora quando vemos aquele nosso projeto prontinho ali, cheio de vida, para outras pessoas.

      <3

      Beijo

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  3. Eu também tive uma certa dificuldade quando fui escolher a minha profissão,tinha "n" opções até me encontrar e me apaixonar pela Enfermagem.Sou formada(estou a caminho de uma pós graduação) e não me arrependo da minha escolha,é claro que eu era estudante achava que não daria conta,mais conforme o tempo foi passando eu fui adquirindo confiança(sem falar do apoio dos meus pais e meus amigos) e graças a Deus hoje eu sou uma Enfermeira feliz.

    Obrigada por visitar e comentar no meu blog.Parabéns pelo seu e já me tornei seguidora,e te convido para ser seguidora do Páginas também :)

    www.paginasempreto.blogspot.com.br

    Beijos

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  4. mas sabe que eu já acho que a gente tá sempre fazendo algo que muda o mundo? aquelas pequenas coisas sabe? e quando a gente faz com amor, a gente transborda amor nos outros :*

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