DLT: Os Elefantes não esquecem - Agatha Christie

Ariadne Oliver é uma grande escritora de romances policiais que não sente-se bem em eventos públicos, até certo dia que aceita um convite de um almoço de autores, resolvendo dissipar este costume de uma vez por todas. Durante o almoço, é surpreendida por uma estranha mulher, que com certa petulância a interroga afim de obter informações a respeito de um assassinato ocorrido há doze anos atrás. Um crime que atormenta e deixa marcas até hoje em Célia Ravenscroft, filha das vítimas e afilhada de Ariadne Oliver.

A estranha mulher chama-se Sra. Burton-Cox e é mãe do futuro esposo de Célia Ravenscroft, Desmond Burton-Cox. O fato de Sra. Burton-Cox ter tanta curiosidade sobre o caso, deixa Ariadne Oliver um tanto intrigada; então procura seu amigo e detetive Hercule Poirot e os dois iniciam uma longa investigação no caso de um casal que morreu a tiros na bera de penhasco próximo de onde moravam. A arma encontrada na cena do crime, entre o casal, estava com as digitais dos dois, assim deixando o caso sem veredicto na resolução do caso.

''Hercule Poirot parou no alto do penhasco. Neste cenário, uma mulher sofrera um trágico acidente, anos atrás. Algum tempo depois, mais uma tragédia: dois outros corpos foram descobertos - marido e mulher - mortos a tiros. Mas quem matou quem? Teria sido um pacto suicida? Um crime passional? Ou um assassinato a sangue-frio? Poirot embrenha-se no passado e descobre que antigos pecados deixam marcas profundas".

O primeiro passo de Ariadne e Poirot dão é ir a busca dos elefantes. Mas por que os elefantes? Porque eles não esquecem nunca.

''Lembra uma história sobre um alfaiate indiano que enfiou uma agulha ou coisa parecida no chifre de um elefante? Aliás, não foi no chifre e sim na tromba! Pois bem, anos depois, quando o elefante viu o alfaiate, encheu a tromba d'água e despejou sobre o homem. Isto prova que o animal não tinha esquecido. É a minha tese: os elefantes não esquecem. Portanto, tenho que entrar em contato com alguns elefantes.''

E assim Agatha Christie dá inicio ao livro. Com poucos, mas bem elaborados, os personagens são cheios de sentimentos e características que fez-me enxergá-los perfeitamente bem. Aos poucos, cada elefante que de certa forma participou da vida daquele casal feliz e sem fatos aparentemente expostos que deixe alguma pista sobre o assassinato, vai dizendo o que sabe sobre o caso. É aí que a leitura fica extremamente curiosa e intrigante. Eu não sei como Poirot fisga cada detalhe, daqueles que você pensa sozinha "como não pensei nisso?", e a estória vai ficando cada vez mais clara e objetiva, de modo que você chega a conclusão do que aconteceu antes mesmo do livro chegar ao final.

Tirando o fato de eu ficar me perguntando a todo instante porque a polícia não foi suficiente boa para descobrir o caso, gostei bastante da leitura. Principalmente dos elefantes. Achei ótima a maneira de Agatha Christie abordar os fatos, ir montando o quebra cabeça de histórias (algumas inventadas) dos elefantes. 

Agatha Christie é única, insubstituível. Nesse livro ela mostra, mais uma vez, sua capacidade incontestável de encantar, prender e surpreender.

Mais uma leitura do Desafio Literário do Tigre. <3  besous!

Um comentário

  1. Eu amor essa escritora, acho que foi no colegial. Eu lia todos os livros dela! Ai muito bom, tenho saudades daquela época. Hoje em dia os jorvens nem sabe quem é a escritora. Só querem saber desses novo talentos que estão chegando no mercado né?!

    Amei a forma como você escreveu sobre. Muito bom de ler. Realmente acho que é uma caracterias da escritora elabora bem o que ela escrever.

    beijo,
    @maahmusic
    www.maahmusic.com

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