PERDÃO, LEONARD PEACOCK

O livro ‘’Perdão, Leonard Peacock’’ foi escrito por Matthew Quick, e como muitos sabem, mesmo autor de ‘‘O Lado Bom da Vida”. Assim que soube que Matthew publicaria sua segunda obra totalmente oposta à primeira, fiquei curiosa.

Um livro intrigante, tocante e muito, muito bem escrito. Conta a história de Leonard, um garoto que devido às consequências da vida, tornou-se uma pessoa muito triste, sozinha e pessimista. Em seu aniversário de dezoito anos, decide matar seu ex-melhor amigo (que em parte, tem culpa por este sofrimento), e logo após, suicidar-se. O enredo do livro gira no dia do aniversário de Leonard (e seu ultimo de vida).


'’Você é diferente. E eu sei como é difícil ser diferente. Mas também sei a arma poderosa que ser diferente pode vir a ser. Como o mundo precisa de tais armas. Gandhi era diferente. Todas as grandes pessoas também pessoas únicas, como eu e você, precisam procurar outras pessoas únicas que as entendam, para que não fiquem muito solitárias.’’



Leo mora sozinho em South Jersey, pois sua mãe, Linda, foi morar em Nova York com o namorado e trabalhar como estilista. Até ai já se percebe um dos motivos da tristeza do protagonista. Ter uma mãe que simplesmente abandona seu filho quando ele mais precisa de carinho e cuidado após a quase morte do pai - na verdade ele desapareceu e ninguém nunca mais ouviu noticia sobre ele. Leo fala que seu único desejo era ter uma mãe normal e mais presente em sua vida, coisa que ela ignora com todas as forças. 

Seu pai fora um astro de rock na década de 90, que após estourar e fazer grande sucesso, é surpreendido por um imenso bloqueio criativo. Assim, torna-se viciado em drogas e álcool, e foge para Venezuela.
Quem deixa a vida de Leonard menos triste é seu vizinho Walt, um velhinho viciado em cigarros, uísque e filmes de Humphrev Bogart. Eles conversam através das falas dos filmes antigos de Hollywood. Um tem a companhia do outro sem pedir nada em troca, e essa é a essência da grande amizade entre os dois.   
Além de Walt, Leonard gosta muito de Baback, Lauren e seu professor Herr Silverman. Em seu ultimo dia de vida, ele corre contra o tempo para presentear essas pessoas e agradece-las, de certa forma.
Baback é um garoto iraniano que toca violino excepcionalmente bem, mas ninguém além Leonard sabe. Todos os dias Leonard aprecia Baback tocando no auditório da escola, e a relação dos dois não passa disso. Apesar de eles não se falarem, Leonard tem um carinho grande por Baback. 

Lauren é a garota bonita e religiosa que todos os dias espalha folhetos religiosos na entrada do metrô, com intuito de iluminar a vida de pessoas. Leonard se apaixona por ela, e deseja beija-la antes de morrer.
Herr Silverman é o professor de Holocausto de Leonard, o único que se preocupa de todo o coração com seus alunos. Houve dias em que ele era a única pessoa olhar nos olhos de Leo. O professor tem um papel de muita importância à história, protagonista admirável.
Vira e mexe Leonard veste um terno preto e sai pela manhã, fingindo ser ‘’gente grande’’ e que trabalha. Ele fica na entrada do metrô observando todas as pessoas estressadas e atrasadas, escolhe aquela que tem a fisionomia mais triste e a segue até seu trabalho, tentando imaginar como é sua vida chata e corrida. Na maioria das vezes ninguém nem percebe que está sendo seguido pelo garoto.
''Eu sou apenas um garoto idiota. Eu quero saber se crescer vale a pena. Só isso. Preciso saber se aguento… Minha teoria é a de que perdemos a capacidade de ser feliz à medida que envelhecemos. '' 
O livro aborda a dimensão dos problemas sociais que muitas pessoas sofreram ou sofrem na adolescência, fato que se encontra cada vez mais frequente em nosso cotidiano. Também a importância de um pai presente, que escute seu filho, que dê importância ao que ele diga e vive. ‘’Perdão, Leonard Peacock’’ foi um dos melhores livros que li no ano, pude sorrir e chorar com Leonard. Senti-me uma estranha que fazia parte da vida dele, que ficava observando-o de longe, bem escondidinha, mas que morria de vontade de abraça-lo e dizer um ‘’vai ficar tudo bem’’, tenho certeza que para ele faria uma imensa diferença.
Daqueles livros que tocam nossa alma! Recomendo!
‘’A chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe.’'
Obrigada Quick, por mais uma leitura fantástica!
 

2 comentários

  1. Parece ser um livro intenso, gosto disso!

    http://senhoritapriscila.blogspot.com
    Curti a fan page? (www)
    @priscilafrr,
    beijo.

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  2. Eu cheguei a ler esse livro e tivemos a mesma impressão, adoro suas resenhas, mas to com saudades das suas fotografias também viu moça hahahaha ♥

    http://trezedigitos.blogspot.com.br/

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