FOTOGRAFIA & POESIA


A fotografia sempre fez parte da minha vida, lembro que quando era pequena, adorava pegar caixas de sapatos que minha mãe guardava as fotos, espalhava no tapete da sala e arrumava os álbuns. Ordenava por data, aniversário, escrevia um textinho atrás de cada uma, passava horas ali. Completa. 

Feliz foi o dia em que meu pai me deu uma tekpix (sim, eu tive uma hahaha) e desde então sempre fotografei uma coisinha ou outra. Mesmo que inconscientemente, tomava cuidado com a iluminação, cenário, edições.. E claro, todo o sentimento que ela podia transmitir.

Ao olhar as fotos que fiz da minha amiga Naiara, tudo isso me veio em mente, desde as tardes no tapete da sala rodeada de fotos antigas, até a época em que meu flickr bombava na internet. 

A verdade é que agora com um equipamento que sempre quis ter, você se vê com a oportunidade de um mundo nas mãos. O que eu sempre quis não foi me denominar uma fotógrafa, e sim me sentir completa ao focalizar uma flor, registrar uma paisagem e principalmente ver alguém feliz quando se olha. 

A bagunça da Naiara muitas vezes foi confusão, daquelas que a gente até julga ser ruim mas eu sempre enxerguei algo muito mais bonito nisso, muito sincero, poético e completo.  

Se filtrar e dar o seu melhor naquilo que faz, independente do que seja, é ser completo. Eu me senti completa ao levantar cedo no domingo, sem querer nada em troca e fazer minha amiga feliz, enxergar sua beleza interior (e exterior) com minhas fotos amadoras e ver que ela se sentiu completa. Arrasta a cama, arruma o lençol, finge que está dançando, olha para o lado.. E assim criou-se um mundo dela, o mundo que eu registrei. 

Quem fotografa tem um mundo nas mãos. 

Sobre Naiara e sua bagunça: 

"A poesia mora aqui - e sempre morou. A vontade de viver, contar e conhecer boas histórias, também. A cabeça, felizmente, é uma bagunça. Escrever é a minha forma de organizar. Isso é amor. E apesar de ser pequena, tenho muitos sonhos para realizar. E já decidi: nem o céu é o limite, sou passarinha."

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RECEITA DE BRIGADEIRO DE PAÇOCA SEM FRESCURA

Já tinha comido umas duas vezes, mas nem imaginava como era feito até ver uma receita (que nem lembro onde) e ficar doida para fazer o amado brigadeiro de paçoca.

Como estava perto da festa julina da família, achei que seria perfeito para a ocasião e assim foi! Paçoca é algo que quase todo mundo gosta, né? Então achei legal trazer a receita aqui para o blog também. 

Ingredientes:
1 colher de sopa de manteiga;
1 lata de leite condensado;
7 unidades de paçocas amassadas;
..e mais algumas para untar.

É isso mesmo! Um brigadeiro (de paçoca) de panela. Muito fácil e tão gostoso quanto o tradicional.

Modo de preparo:
Derreta a manteiga na panela, acrescente o leite condensado e aos poucos, as paçocas. Mexa até ficar com uma consistência pastosa de brigadeiro e desgrudar da panela.

Modele e passe na paçoca esfarelada.

O cheirinho estava tão bom que até o Frodo queria provar ♥

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TURISTANTO EM SP E ADOÇANDO A VIDA


São Paulo é quase que um marco quando se trata de verticalização, e o edifício Martinelli é um dos principais símbolos disso - carrega uma bagagem histórica e é parada obrigatória para quem quer ver a cidade de cima (e eu não conhecia até um dia desses não sei por que).

Situado no centro da cidade desde 1929, foi um dos primeiros arranha céu construídos na América Latina. O imigrante italiano Giuseppe Martinelli idealizou o projeto e o arquiteto William Fillinger colocou-o em prática, marcando a arquitetura ♥ clássica de SP na época.

Hoje em dia ele funciona como comercial, abrigando um pessoal da prefeitura (pensa que máximo trabalhar no Martinelli, né? Quero!) e também aberto diariamente para visitas em seu terraço. 

Como as visitas acontecem de 30 em 30 min, pegamos uma fila ~mas nada muito grande~ para entrar, e foi tranquilinho.
A vista é incrível e mais legal ainda é poder identificar as ruas do centro da cidade lá de cima. 
Passeio tranquilinho e de graça que vale muito a pena! Daquelas coisas que você deve fazer em São Paulo.
♥♥

Já que neste dia eu e Allan estávamos aproveitando nosso último dia de férias, fomos também na Casa Mathilde, uma Doçaria Tradicional Portuguesa que fica em frente ao Martinelli. 

Lá tem uma infinidade de doces, pães e salgados. Você faz seu pedido no balcão, senta e aprecia a vista que a fachada de vidro proporciona junto das delícias e um café. 
Meu pedido foi torta de maçã e eu lambi os dedos - se bem que sou suspeita a falar pois amo bolo e torta deste sabor. O café era expresso e eu não curto muito, mas era o único que tinha, tirando a opção  expresso com leite.

Allan é chato e não comeu nada porque queria algo convencional de chocolate, como bolo ou brigadeiro e não tinha lá rs. Quando estávamos na fila para pagar ele resolveu que queria ir no Café PPD (que vou contar em outro post) e lá fomos nós.. Porque café nunca é demais. ♥
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Bons ventos! 

TURISTANDO EM SP: BULLGUER

Semana passada estávamos afim de almoçar em um lugar legal e que fosse permitido animais, aí lembramos do Bullguer que fica Vila Madalena e já passamos lá na frente algumas vezes e nunca entramos.

A sua decoração é bem simples, com madeira, vidro e verde. A parte externa tem um deck, umas mesinhas e foi ali que ficamos com o Frodo. <3
O cardápio é bem enxuto e não erra: uns oito tipos de lanches, fritas e opção vegetariana.

De entrada, pedimos duas fritas individuais e dividimos. Ambas temperadas com páprica, copinho com maionese e uma com queijinho derretido. Venho muiito rápido, em cerca de cinco minutos elas já estavam na nossa mesa.
Nos lanches, Allan foi de Uovo - pão, carne, queijo, ovo e maionese. Eu fui de Cheese Please - pão, camembert empanado, tomate e alface. ma ra vi lho so. Um dos melhores que já comi nessa minha vida vegetariana!

E assim ficamos muito satisfeitos com nossas escolhas. :)
Bullguer é com certeza um lugarzinho que voltaremos. 

Pessoas simpáticas, lugar agradável, comida boa e barata comparada a outras hamburguerias neste estilo e o melhor ainda foi estar na companhia do nosso Frodinho.

Estamos colecionando lugares em que ele pode ir conosco! <3

Tem Bullguer na Vila Madalena e Vila Nova Conceição. O da Vila Madalena tem estacionamento ao lado por R$ 20 preço único.
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Bons ventos! 

REPRESENTATIVIDADE FEMININA NA LITERATURA

No começo deste ano, decidi que ia ler somente livros que tenham forte representatividade feminina, seja autora ou personagem, isso porque eu cansei de histórias em que o sexo masculino é foda e que mulheres aparecem somente como esposas, namoradinhas ou prostitutas, quem já não cansou?

Semana passada estive submersa ao livro “O Rouxinol, de Kristian Hannah”, que narra à história de duas irmãs que lutaram de suas maneiras durante a Segunda Guerra Mundial. A personagem Vianne não ficou somente esperando o marido voltar da guerra e Isabelle não só viu a guerra passar por seus olhos. Elas representaram as mulheres da França. Fortes, cheias de personalidade, marcantes - mas não lembradas, como quase todas as mulheres.

“- Os homens contam histórias – respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. – As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nós recolhemos os cacos para começar a vida de novo.”

No Nobel, prêmio mais importante da literatura mundial, concedido desde 1901, foi recebido por apenas 13 mulheres até hoje. 13. Isso mesmo!  Já dos 25 romances premiados entre 1990 e 2014 pelo Jabuti, prêmio de maior relevância no cenário brasileiro, apenas 16% foram escritos por mulheres, todas brancas e de classe média.

Engraçado que as mulheres são hoje mais da metade dos leitores e ainda assim continuam lendo livros sobre homens. Dá para acreditar? É claro que eu não estou julgando as leitoras e nem quero impor que todas elas leiam somente livros escritos por mulheres, mas acho super válida a reflexão já que o mundo (inclusive da literatura) nos ensina a ser mulherzinha que admira e estão sempre atrás dos homens ou preocupadas em seguir um estereótipo, ou ser romântica, ou ser submissa ~como em 50 tons de cinza~. O mundo é machista e de certa forma nós também contribuímos com isso.

Assim como Kristian Hannah, a autora Chimamanda me mostrou que também há livros que me ensinam cada vez mais como mulheres podem ser fortes e lutar – seja por si, por sua pátria ou por sua minoria. Por isso eu leio sobre nós, absorvo, me questiono e aprendo. De que adianta eu reclamar do machismo se eu não faço nada para que isso mude? 

Há tempos salvei nos meus favoritos o post do blog Estante Virtual, que lista dez escritoras marcantes na literatura mundial e quero riscar todas elas da lista. 

Também acompanho o blog Historiar, da Thamiris Dondóssola que criou uma coluna bem legal “Grandes Mulheres da Literatura” onde indica uma sequência de personagens literárias fortes e marcantes.

Fazem parte da minha lista J. K. Rowling, Agatha Christie, Simone de Beauvoir, mais Chimamanda Ngozi Adichie , Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Lygia Fagundes Telles, e muitas outras, gente...

E o recadinho que vem direto do meu coração é: vamos ler mulheres! Por todas nós ♥

Aliás, me indiquem nos comentários livros com forte representatividade feminina que vocês conheçam, pois só quero fazer a minha lista aumentar. 
Ficarei agradecida.

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Bons ventos!