RECONSTRUA O MUNDO

“Eu te darei o sol – O amor é apenas a metade da história” escrito por Jandy Nelson, é um livro que te absorve, vira do avesso, despertando em você uma perspectiva diferente e criativa da vida, a aceitação em ser diferente, em ser confusão.

Muitas vezes na vida eu me senti solitária, inferior e excluída apenas por ser diferente. Vivendo uma vida por dentro por medo de mostrar quem sou, sendo que as melhores coisas que tenho em mim são as diferentes, as minhas singularidades que eu nunca soube aceitar e mostrar. O livro ensina muito sobre pessoas peculiares, errantes, profundas, que só virando do avesso a gente consegue absorver.

“– Você é artista?
- Sou uma confusão, é isso o que eu sou, uma confusão insuportável.”

A história nos apresenta Noah e Jude, irmãos gêmeos de personalidades bem diferentes que se completam. Eles não são personagens perfeitos e isso é a melhor parte. Eles erram, erram muito e é o peso em ser diferente que deixa tudo confuso. Eles criam máscaras e escodem o que são e no desenrolar da história você percebe que cada um tem seu lado bom de tudo isso. Pequenos artistas, pulsantes, reconstruindo o mundo... Deixando tudo diferente como um mundo dos dois irmãos.

A narrativa alternada pelas perspectivas de Noah e Jude em tempos diferentes me fez gostar e não gostar do livro, tudo ao mesmo tempo. No momento em que me sentia absorta por Noah e era interrompida por Jude, queria mata-la. Pensei até em desistir da leitura por isso e mais alguns pontos fracos, mas ainda bem que a amiga linda não deixou <3 pois no fim todas as lacunas se preenchem.

Por ora, um dos livros mais intensos que já li. O que de inicio me pareceu uma história clichê, no fim, me fez abraça-lo pela oportunidade de uma conexão tão boa.

“Ela nos disse que os livros de arte na biblioteca municipal salvaram e a ensinaram sonhar, e até a fizeram querer entrar numa faculdade.”

“Como é que os livros tem o poder de tudo isso?”

Ninguém sabe.

Rapidamente faço um pedido.
Arrisque-se (uma, duas, três, quatro vezes).
Reconstrua o mundo.



Autor: Jandy Nelson
Ano: 2015 / Páginas: 384
Editora: Novo Conceito 






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Boas leituras!

PROJETO CENOGRÁFICO – CERVEJARIA ARQUI BEER

Foto 01: Interior | 02: Fachada (lado de fora da sala)
Cenografia era um assunto desconhecido até este semestre, agora descobri(mos) mais a fundo um mundo da Arquitetura em que fazer planta e corte não é o foco principal, é necessário, claro, mas com um extenso leque de atividades e informações, envolvendo criação de cenários, arte, decoração e principalmente mão na massa.

Para a matéria "Projeto Cenográfico" projetamos a Cervejaria Arqui Beer <3 em escala 1:1 com um grupo de 16 pessoas - a sala foi divida em dois grupos, ambos com temas diferentes. A ideia principal era transformar a sala de aula na própria cervejaria e abri-la para exposição, sem dar vestígios nenhum de parede, porta e iluminação original já existente... Além de criar nome, identidade visual, cardápios, comandas e inserir objetos para que tudo ficasse o mais real possível.
Nós também trabalhamos dentro do cenário durante a exposição, alguns como funcionários e outros como figurantes. Eu fiquei como figurante e de frente para a porta onde os visitantes entravam, era lindo vê-los surpresos com o ambiente, observando cada detalhe e nos parabenizando.
O nosso empenho e grande ajuda do outro que grupo da sala no dia da montagem, contribuiu para que saísse algo muito bom, acredito que bem melhor do que imaginávamos. Eu fico olhando as fotos (mesmo escuras e de má qualidade que tirei) e pensando em como parece um bar de verdade.

Todos contribuíram de alguma forma e isso somou muito para nosso aprendizado. Só nós sabemos o quão corrido, estressante e preocupante foi, uma semana lotada de provas e entregas e mesmo assim não nos atrapalhou. Fez com que alguns de nós tornássemos mais próximos e reconhecermos a habilidade de cada um - cansados, porém felizes. 

Agora (quase) cicatrizados e preparados para os próximos trabalhos gigantescos que a Arquitetura nos reserva. Assim espero!
Turma Cervejaria do 4° semestre de Arquitetura e Urbanismo / 2016-1..
 e um obrigada! :D

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Bons ventos! 

BOMBA RELÓGIO

A magia de fazer tudo correndo como se carregasse uma bomba relógio no lugar do peito eu dominoTenho tanta coisa para fazer que só consigo conclui-las se e eu correr. Trabalho, academia, faculdade, blog, Frodo, leituras, cuidados pessoais, família, namorado, amigos... Eu abraço tudo, corro, esqueço, me atrapalho, e assim como a bomba relógio, acho que vou explodir. Sinto que cobro muito de mim e isso me estremece.

Precisamos de um tempo para nós, eu preciso. Preciso me recompor e me cobrar menos. Não sou perfeita, não sou duas, três ou quatro... Preciso fazer apenas o que estiver ao meu alcance e não tornar escrava de mim mesma. Se não fiz foi porque não deu, se deu errado foi porque era pra ser mesmo dando constantemente o melhor de mim.

Reconhecer e levar comigo este pensamento vai, aos poucos, deixando a mente mais sã, às vezes cultivando coisas simples que nem me dou conta. Um exercício em que só eu vou conseguir resolver. Sozinha. 

Este fim de semana foi um começo.

♥ Fui à perfumaria e comprei um monte de coisa que preciso (e que não preciso) porque mereço;
Fiz caminhada de 1 hora com o Frodo;
♥ Eu e Allan assistimos Guerra Civil e depois fomos ao rodizio de sopas e caldos;
♥ Assisti “O Regresso”, excluindo então dois filmes da listinha;
Me permiti acordar ao meio dia;
♥ Cozinhei -e dancei- sozinha ao som de Beatles;
♥ Arrumei à cômoda e limpei com lustra móveis cheirosinho;
Tomei um banho bem quente, coloquei pijama e fiquei o dia inteiro assim; 
♥ Terminei um livro e já comecei outro.
As coisas boas serão sempre as mais simples.

E você, se sente como uma bomba relógio?
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Bons ventos! 

CASAMENTO FEITO A MÃO + PRIMEIRA INSPIRAÇÃO

Ok, post sobre casamento. Pensei várias vezes se faria ou não uma série sobre o tema e acabei chegando a conclusão que sim. Eu e Allan vamos nos casar ano que vem e confesso que já se tornou um motivo constante de pesquisas, inspirações e organização. 

Falta um pouquinho mais de um ano, mas graças ao pinterest a gente já vai pegando umas ideias aqui e acolá, visando sempre em algo com a nossa cara: simplicidade, cheio de verde, flores, música boa, pessoas amadas e um dog dos mais lindos. E claro, gastar o menos possível, já que temos muitas outras prioridades e projetos pela frente. 

Apelido nossa experiência de "Casamento feito a mão", que a propósito, aparecerá bastante por aqui, já que o Meu Relicário faz tão parte da minha vida e vem ajudando a eternizar vários momentos marcantes que passei (passamos!).

Se preparem. <3
Lindo, né? Inspiração boa é  que não vai faltar.
Fonte: pinterest
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Bons ventos! 

A PRIMEIRA VIAGEM DO FRODO

Quando resolvemos viajar para Capitólio durante os quatro dias do ultimo feriado, logo já questionei "e o Frodo, vai?", ele é tão companheiro que nos imaginar longe dele abre um buraco no peito, principalmente para Allan que só o vê nos finais de semana. 

Depois de passar os dias pensando em várias possibilidades de tudo dar errado, de ele não gostar, da gente não conseguir se divertir direito, de ultima hora decidimos que sim, ele iria. Estávamos preparados para abrir mão de passeios e atividades que ele não pudesse ir, mas no fim foi bem mais tranquilo que imaginávamos.

Allan tratou de comprar uma barraca maior, e eu, uma cadeirinha para o carro. As viagens que ele fez outras vezes não passaram de duas horas entre Guarulhos-Jundiaí e duas vezes entre Guarulhos-Praia, por isso dessa vez os cuidados seriam maiores já que pela frente teríamos seis horas de viagem.
Antes de tudo, conversei com a veterinária para esclarecer dúvidas e pegar algum atestado liberando-o para viajar, mas conforme ela informou, por ser uma viagem curta e para uma cidade vizinha não seria necessário.

Sendo assim levamos apenas o essencial que sempre levamos quando saímos com ele, carteirinha de vacinação comprovando todas as vacinas tomadas (por percalço) e um repelente pet já que acampamos e fizemos trilhas. Ah, e verificamos se o Camping permitia cachorro, claro.

Muita gente questiona a atitude, ainda mais por se tratar de um pug - que não tem muita resistência ao sol, dificuldade respiratória e enfim - mas acredito que cada um deve conhecer bem o cachorro que tem. É claro que se acontecesse qualquer imprevisto ou acidente, abriríamos mão da viagem por ele, não íamos comprometer com a saúde do Frodo de forma alguma. O conforto dele era sempre nossa maior preocupação. 

Ele é muito tranquilo, bonzinho, obediente e adora andar, socializar, e em nenhum momento passamos por perrengues e ainda fizemos amizades graças a ele, olha só. Nas trilhas (todas elas tranquilas) nós revezávamos, Frodo andava, Allan levava no colo, eu levava no colo. Na maioria das vezes ele queria andar, até chorava, mas ok, as almofadinhas não poderiam ser queimadas.

Nas cachoeiras ele se molhava um pouco e depois ficava sentadinho observando as pessoas, exceto crianças, que quando via ficava doooido querendo brincar. No passeio de lancha ele ficou tão tranquilo, observou os canyons, ficou bravo com o barulho do motor e até dormiu - não rejeita um colinho por nada neste mundo!  

Sobre a barraca, ele ficou muito de boa. Dormiu com a gente e só saía para fazer xixi quando acordávamos. Como levantamos todos os dias bem cedo, ele nem ficou agoniado. 
A felicidade era notória: nossa e dele. 

E se a cada inicio de passeio ficávamos preocupados, a carinha de boísmo (risos) dele confirmava que ele estava adorando, e no fim, fazia tudo valer a pena. 


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Bons ventos! 

SIMON VS. A AGENDA HOMO SAPIENS

Perguntaram-me porque eu estava lendo um livro sobre amor gay e eu respondi que para mim era só amor, amor não intitulado assim como qualquer outro. As pessoas são cruéis, e passar meus dias vivendo com Simon eu percebi ainda mais isso.

Como eu disse, Simon vs. a Agenda Homo Sapiens não é um livro sobre homossexualidade e sim sobre amor como qualquer outro. Amor sem preconceito, sobre amizade, família, sobre se descobrir, sair do armário e sobre pessoas singulares na vida.

Simon é um garoto gay de dezessete anos que conversa através de e-mails (extremamente fofos) com um garoto que conhece virtualmente através do Tumblr e usa o nome Blue. Eles se apaixonam mesmo não sabendo a identidade real do outro, mesmo estudando no mesmo colégio.

Certo dia, entre acesso a internet no colégio e e-mails rotineiros entre os dois, Simon acaba deixando logado e Martin (um garoto aleatório de sua turma) fuça e descobre tudo. O fato de Martin ser apaixonado por uma das melhores amigas de Simon acaba sendo um motivo para chantagear e praticamente obrigar Simon a arranjar a amiga para ele.  

A narrativa em primeira pessoa nos prende e nos leva a pensar em diversos fatos da vida em que nos encontramos em crise existencial buscando saber quem somos, o que queremos, para onde vamos e enfim. Os personagens passam por dúvidas reais que nos aproxima muito do livro, e isso me encantou.

O malvado não é realmente malvado, ele é uma pessoa egoísta que só pensa em si próprio – e tem lá suas qualidades. Ele é obrigado aprender que na vida tudo tem sua vez.

O livro aborta temas como preconceito, homofobia, racismo, e também nos lembra de que a vida pode ser mais amor se cada um fizer sua parte. É leve, engraçadinho, romântico e fofo. O que eu precisava ler naquele momento depois de livros tristes levando um pedacinho de mim.

Simon vs. a Agenda Homo Sapiens me fez muito bem e me ensinou muita coisa – assim como vai fazer bem para você. Então, leia! 
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Bons ventos!